sábado, 29 de maio de 2010

AVISOS ATUAIS




Recentemente, avisos sobre uma destruição ainda maior tiveram ampla divulgação. De que avisos falamos? Não dos dados pelo Monte Sta. Helena, do Estado de Washington, E.U.A., no ano passado. Ali, certo morador escreveu: “O monte continuava a se ‘agitar’ com maior intensidade, quase como que avisando que nos preparássemos para a verdadeira explosão.” Autoridades estaduais e locais acrescentaram a sua voz, também falando sobre o grande perigo para os na região do vulcão.

Mas, não estamos pensando em avisos sobre alguma aguardada destruição local. Antes, falamos de avisos que agora estão sendo proclamados em toda a terra sobre uma iminente destruição mundial — o Armagedom. Predizendo esta destruição, Jesus Cristo disse: “Pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo.” (Mat. 24:21) Baseado na descrição de Jesus, esta “grande tribulação” destruirá mais vidas humanas do que todas as calamidades naturais da história humana em conjunto.

Está dizendo: “Impossível!”? Contudo, o profeta de Deus, Jesus Cristo, nunca antes esteve errado. “A guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, comumente chamada de Armagedom, virá com certeza. (Rev. 16:14-16) Será a parte final da “grande tribulação”. Portanto, não é sensato dar pelo menos alguma consideração aos avisos de que o Armagedom está próximo, dentro do período de vida da maioria dos atualmente vivos?

A ATITUDE DOS LÍDERES DA CIDADE

Visto que se aproximava a colheita da cana-de-açúcar, os negociantes de Saint-Pierre asseguravam ao povo que não havia nenhum perigo. Os políticos, preocupados com a próxima eleição, tampouco queriam que o povo fugisse, de modo que se expressaram de maneira similar. De fato, o prefeito de outra cidade veio a Saint-Pierre para convencer o povo de que não havia nenhum motivo de alarme. Os líderes religiosos, o clero católico, cooperavam com os grupos comerciais e políticos na tentativa de persuadir seus paroquianos a crer que tudo estava bem.

Então aconteceu. Pouco antes das 8 horas da manhã do dia 8 de maio, o monte Pelée explodiu com um estupendo estrondo. Gigantescas nuvens pretas, superaquecidas, desceram com incrível velocidade para Saint-Pierre. Um escritor declarou:

“Os muitos milhares de cadáveres nas ruínas contavam todos a mesma história, de morte praticamente instantânea, quando o furacão cauterizante do monte Pelée chegou até eles. Não houve tempo para tentar fugir ou mesmo lutar; centenas de pessoas simplesmente morreram lá onde estavam. O gás quente fez o seu trabalho rapidamente, acabando com a vida de milhares no espaço de dois ou três minutos.”

Praticamente todos em Saint-Pierre morreram — umas 30.000 pessoas ou mais. Só três pessoas sobreviveram, e duas delas morreram pouco depois de seus ferimentos. O único a se recuperar de seus ferimentos e viver foi um jovem preso. Ele havia sido posto na masmorra, no fundo da prisão, onde foi encontrado alguns dias depois da explosão.

Até hoje existem em Saint-Pierre muitas ruínas, inclusive as da masmorra, dando testemunho do holocausto. Há também uma placa que fala das muitas centenas de pessoas que perderam a vida numa igreja católica, durante a missa.

O simples bom senso devia ter mandado abandonar Saint-Pierre quando o ar ficou tão ruim, que era difícil de respirar. E se os negociantes, os políticos e os clérigos se tivessem preocupado mais com a vida de seu povo do que com suas próprias vantagens imediatas, então, em vez de tentarem persuadir o povo a ficar, teriam junto com ele fugido da cidade. Isso lhes teria salvo a vida.

Avisos que deviam ser acatados

ERA a primavera do ano 1902. Tudo estava andando normalmente na bela ilha antilhana de Martinica. A safra de cana-de-açúcar parecia promissora, e na cidade mais populosa da ilha, Saint-Pierre, os políticos estavam muito envolvidos numa campanha eleitoral.

Mas então, em fins de março, ocorreu um fenômeno que parecia macular o cenário venturoso. O monte Pelée (monte Pelado), que ficava a uns oito quilômetros de Saint-Pierre, tornou-se ativo. No começo, as pessoas não prestavam muita atenção. Em abril, porém, quando expeliu fumaça, cinzas e pedaços de rocha, junto com gases acres, o povo da cidade ficou apreensivo. Perto do fim de abril, uma senhora escreveu à sua irmã nos Estados Unidos:

“A cidade está coberta de cinzas. O cheiro de enxofre é tão forte que os cavalos na rua param e resfolegam. Muitas das pessoas se vêem obrigadas a usar lenços molhados para se protegerem contra os fortes gases.”

No começo de maio, a atividade vulcânica aumentou com freqüentes explosões bem altas. O jornal Les Colones, de Saint-Pierre, disse que “a chuva de cinzas nunca pára . . . não se ouve mais a passagem de carruagens pelas ruas. As rodas são abafadas”. Uma moradora de Saint-Pierre escreveu ao seu irmão em Marselha, na França:

“Escrevo sob as impressões mais tenebrosas, embora eu espere que esteja exagerando a situação. Meu marido ri; mas posso ver que está cheio de ansiedade. . . . O calor é sufocante. Não podemos deixar nada aberto; visto que o pó penetra em tudo, queimando-nos o rosto e os olhos. Todas as safras ficaram arruinadas.”

Devia ter sido evidente que havia verdadeiro perigo iminente. Mas, foram acatados os avisos procedentes do monte Pelée?

O ponto quente em ação

Na ilha de Havaí, os visitantes do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí podem ver por si mesmos as paisagens em constante mudança produzidas pela atividade vulcânica no ponto quente. Os cientistas do Observatório Vulcânico do Havaí, localizado na beira da cratera do Kilauea, monitoram as erupções contínuas e as erupções em potencial. Seu estudo colheu mais informações sobre como os vulcões funcionam e como a superfície da Terra tem mudado. Com admiração, podemos apreciar as poderosas forças geológicas que formaram o arquipélago do Havaí, essa magnífica cadeia de ilhas no meio do oceano Pacífico.