sexta-feira, 16 de abril de 2010

Vulcões — construtores e destruidores




“Pelo menos 20 vulcões provavelmente estarão em erupção enquanto você lê estas palavras”, declara um relatório do Instituto Smithsonian nos Estados Unidos. Falando de maneira geral, a teoria das placas tectônicas dita que terremotos e vulcões ocorrem em regiões similares — nas falhas, especialmente nas falhas oceânicas; na crosta terrestre, onde o magma ascende do manto através de fissuras; e nas zonas de subdução, onde duas placas se chocam, entrando uma sob a outra.

O vulcanismo de subdução é a maior ameaça em termos de número de erupções observadas e ocorrências perto de áreas habitadas. A Orla do Pacífico, conhecida como Círculo de Fogo, é salpicada com centenas de vulcões. Um pequeno número deles também pode ser encontrado nos pontos quentes, que ficam longe das extremidades das placas. As ilhas havaianas, os Açores, as ilhas Galápagos e as ilhas Sociedade, todas parecem ser produto de vulcanismo em pontos quentes.

Na verdade, os vulcões têm tido uma longa e construtiva participação na história da Terra. De acordo com o site de uma universidade, até “90% de todos os continentes e bacias oceânicas são o produto de vulcanismo”. Mas o que faz com que algumas erupções sejam extremamente violentas?

As erupções começam com uma ressurgência de magma do interior quente da Terra. Alguns vulcões simplesmente vazam lava, que raramente avança com velocidade suficiente para pegar as pessoas de surpresa. Mas outros explodem com mais energia do que uma bomba nuclear! Os fatores que determinam isso incluem a composição e viscosidade do material derretido que alimenta o vulcão e a quantidade de água superaquecida e gases dissolvidos nesse material. À medida que o magma se aproxima da superfície, água capturada no caminho e gás se expandem rapidamente. Com a composição certa de magma, o efeito pode ser bem semelhante ao do refrigerante que jorra ao ser aberto.

Felizmente, os vulcões em geral dão sinais antecipados de que entrarão em erupção. Foi o que ocorreu com o monte Pelée em 1902, na ilha caribenha da Martinica. Mas uma eleição estava para ocorrer numa cidade próxima, Saint Pierre, e os políticos incentivaram as pessoas a ficar ali, apesar das cinzas, mal-estar e medo que tomavam conta da cidade. De fato, a maioria das lojas já estavam fechadas havia vários dias!

Oito de maio era o Dia da Ascensão do Senhor e muitas pessoas foram à catedral católica a fim de rezar para que fossem salvas do vulcão. Naquela manhã, pouco antes das 8 horas, o monte Pelée entrou em erupção expelindo uma massa incandescente de piroclastos — cinzas, brasas, obsidianas, pedra-pomes e gás superaquecido — que chegava a temperaturas entre 200 e 500 graus Celsius. Rente ao chão, a negra nuvem mortal desceu pela montanha, cobriu a cidade, derreteu o sino da igreja, incendiou os navios que estavam no porto e matou quase 30 mil pessoas. Foi a erupção mais mortífera do século 20. Mas não teria sido assim se as pessoas tivessem acatado os sinais de aviso.

Um comentário:

Anônimo disse...

ADOREI A PÁGNA